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Para algum lugar, lugar nenhum

É chegada a hora de decidir, de idealizar aquilo que um dia foi imaginário.
O talvez não é mais suficiente, a sombra não acolhe mais e a cobertura quebra-se em mil pedaços, deixando para trás os rastros de um sonho que enfim tornou-se real.

É hora de saber, de cheirar, sentir, seduzir, alimentar, explodir. É hora de deixar a insegurança para trás. Ou melhor, continuar com ela já que sempre será a companheira que nos torna mais fortes. Nos faz descobrir o que perdemos por dizer um não, mesmo que essa aventura seja arriscada, desesperada, ou esperada há muito tempo.

É tempo de tirar os curativos, deixar que as nossas asas respirem o ar do desejo, do palpável, da realidade irreal que mantemos acolhida. Até agora. Manteremos sim, mesmo que este momento passar, mas não da mesma maneira. Nossa realidade vai mudar, ser lapidada pelos buracos no caminho da incerteza, ser modificada pelos corações partidos, choros reprimidos, risos sinceros, abraços queridos, olhares desencontrados, sentimentos confusos.

Acordar sem saber que dia é, comer o que quiser, abraçar sem culpa, beijar com desejo, sentir na pele, rir, correr na praia, sentir o vento em seu rosto, não pensar em nada. Apenas dividir o momento com as árvores pelo caminho, com as flores que vão surgindo, com o som do eco em seu coração, gritando aos quatro ventos a liberdade prisioneira da felicidade.

É tempo de desapegar-se. De crer fervorosamente que o tempo muda, cria, colori, apaga, recorda, recria, muda novamente. Tudo isso apenas para tatuar na brisa o seu nome. Ela vai levá-lo muito longe e mostrar seu verdadeiro lugar: a imensidão de lugar algum.

Teorias.

Olá pessoal, sentiram a falta? Primeira postagem oficial do ano *-*

E Hoje venho falar de um tema que eu e meus amigos estávamos discutindo.

Quem nunca fez aquelas perguntas das quais desconhecemos as respostas? Quantas vezes fomos de encontro a escrita milenares ?

E quem nunca bolou suas próprias teorias?

Às vezes sinto que este universo de pensamentos é muito maior do que o que vivemos. É como se cada resposta "achada" nós desse abertura para outras milhares e que quanto mais pensamos, mais tudo começa a não fazer sentido.

E essa sensação desconfortável de adentrarmos na imensidão das interrogações começa a mostrar o quão pequeno somos diante disso tudo.

Sinceramente, tenho dúvidas ao ler parábolas datadas de quando nem pensava em nascer. Não sei se realmente elas aconteceram ou não é só mais um conto da Carochinha... Nossa, complicado né?!

Mas quem nunca pensou assim, que atire a primeira pedra!

O fato de podermos pensar em qualquer coisa é o que faz com que sejamos diferentes, temos o livre arbítrio de pensar no que quisermos, não importa o quão 'cabeludo' seja o pensamento. Inevitável não surgir perguntas que batem de frente com as regras da sociedade, mas o fato é que pensar nelas que faz com que a vida tenha um propósito; para que ao chegarmos no final talvez consigamos tais respostas.

O que eu sei é que são as perguntas que movem o mundo. São de perguntas e conspirações que nascem as grandes teorias como a do Big Bang, dos átomos, da gravidade...

Mas também tenho o conhecimento que nem os grandes gênios conseguiram desvendar as questões básicos do quem, onde e pra onde...

Sabe, as vezes acho que pensar nisso pode nos deixar loucos, mas não seria loucura da nossa parte não pensar nisso?

Um tema difícil de se falar, espero que tenham me entendido e que sintam o mesmo :S

Abraço pros Piás, beijo para as Gurias!

Tenso e Complicado

Oii

Primeira postagem de 2010!

Bom como perceberam as postagens estão ficando meio difíceis de serem postadas todos os dias, inclusive por que minha equipe está ocupada. :(

Todos temos compromissos...

Mas amanhã ou depois de amanhã colocarei um texto para vocês

Não pensem que abandonamos o Blog ou vocês! Logo logo haverão mais e mais postagens!

Abraço pros Piaás, beijo pras Gurias!

Retrospectiva.


Fim de ano, a época mais gostosa e mais tensa de todos os tempos.

Ao mesmo tempo que vai chegando a alegria, o espírito de família unida, quase que automaticamente chega a nossa hora de botar as cartas na mesa e fazer um balanceamento do que vivemos no ano.

Será que eu fiz tudo que eu queria? Será eu fiz tudo certo? Não deixei passar nada despercebido? E se... Aos poucos e bem sorrateiramente essas perguntas começam a chegar, e quanto menos tentamos pensar, mais aflitos ficamos. Quando começamos a perceber que já se passaram quase 365 dias de sua vida e não sei quantas mil horas, o desespero surge como uma Fênix em nosso interior apertando com força nosso coração em suas garras.

O aperto de sentirmos que podíamos ter feito a diferença em uma certa situação, é muito mais forte do que se quebrássemos um dedo ou coisa parecida. Talvez seja por ser uma dor interior, uma dor na alma.

Somente uma tarefa que deve ser diária, mensal e anualmente feita pode curar: a tarefa carpe dien. Aproveitar o dia sem medo de ser feliz é o melhor a ser feito e não sofrerá com o arrependimento. Mas não digo para aproveitar o dia se desprendendo da realidade, do futuro, mas sim de aproveitar de um jeito consciente e que ao chegar no fim do ano você possa gritar com toda satisfação 'truco!' jogando todas as suas cartas na mesa.

Porém tudo tem seu lado positivo. Mesmo com garras cravadas em nossos corações, podemos tirarproveito da dor e termos a chance de fazer diferente no próximo ano que está...tão perto. Só com esse pensamento positivo conseguimos fazer com que a ave volte as cinzas e não nos atazane mais.

Afinal, o que passou, passou e infelizmente não volta mais. Não adianta martirizarmos por algo que já fizemos, o que precisamos mesmo é ficarmos atentos para que na próxima retrospectiva a Fênix não ressurja das cinzas e abra novamente as feridas que estavam quase cicatrizadas em nossos corações. E acreditem, essas feridas só cicatrizarão se você fizer o seu dever diário.


AbraçoO pros Piás, beijoO pras Gurias! :D


Onipresença <3




Você está sozinho em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser?!

Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza.


Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.


Recebii este texto há algum tempo, resolvi o postar aqui, ele me parece bem sincero e real... não acham?!
As situações podem não ser as mesmas vividas por você, meu caro leitor, mas as palavras.... as palavras já dizem tudo.

Abraço pros Piás, beijoO pras Gurias! :D

Fiel Escudeira


Eu sei que este blog foi feito, pimeiramente, com o intuito de discutir questões sobre os jovens, suas aflições. Dividir nossas preocupações e tentar viver acordado (ou talvez não) em um mundo que insiste em nos tornar alienados.
Mas é impossível escrever algo tendo esta visão, sem que eu exprima meus sentimentos, que por sinal, ultimamente estão mais loucos e descontrolados o suficiente para transformar tudo ao meu redor em um furacão, em uma tempestade. E isso inclui também o mundo alheio.
Creio que todos já passaram por isso um dia. E nós, mulheres, temos uma proporção maior de nos tornar inseguras e imaturas. Ainda não sei necessariamente a razão de tantos sentimentos melódicos, lúdicos, loucos e impacientes. Talvez nunca descobriremos. Seria o nosso segredo, o segredo de ser mulher.
Entretanto, voltando ao assunto inicial, precisava dizer aqui que alienados somos todos nós: homens e mulheres, jovens e adultos, estudantes, trabalhadores, baladeiros, certinhos, desequilibrados, responsáveis, maridos, namoradas...enfim, todos passaremos pela fase do "eu preciso gritar com toda força, ecoar ao mundo todo meu ódio e descontentamento".
Sei que existe um mundo melhor. Já descobri, já vivi e apreciei diversos momentos, mas a transposição entre o céu e o inferno torna-se constante, à medida que eu vou descobrindo ambas as partes.
Há dias que o meu muro ergue-se e indestrutível, permanece lá, intacto contra qualquer possibilidade de chegar ao outro lado. Em contrapartida, há dias em que as nuvens tornam-se tão acessíveis, palpáveis, como algodões flutuando, sustentados por uma força maior, que não pode ser explicada. Apenas a sentimos.
Queremos ser compreendidos, saber todas as respostas e fazer todas as perguntas. Queremos ser questionados, ser provados e provar tudo que podemos ser, tudo além do que os olhos são capazes de observar. Queremos voar por entre nuvens, passar pelo inferno e de vez em quando dar uma voltinha no mundo que nos rodeia, apenas para não perder o fio da meada.
Pegaremos sempre uma carona no invisível, lúdico, intocável. Mas a realidade sempre será nossa passageira.

Ponto Cego

perguntas_indiretas

Seguindo uma rotina noturna antes de adormecer, paro no tempo em busca de respostas para as minhas perguntas que surgem na mesma velocidade que eu as formulo.

Noite passada, analisando fatos e esperando o sono chegar, percebo uma grande falha de nossa curiosa mente.

Percebi que quase sempre imaginamos tudo como era em tempos passados, e que as vezes o duro presente é imperceptível aos olhos, não importa o quão grande a palavra ACORDA esteja escrita à nossa frente.

Talvez seja pelo costume de ficarmos lembrando de momentos felizes, e isso faz com que não percebamos o que realmente está acontecendo no momento. O tempo age de forma misteriosa, nunca se sabe se a distancia aumentará ou diminuirá o sentimento para com a 'coisa' que você deseja fazer novamente.

Ou talvez pelo fato de não admitirmos que o que era bom voou pro infinito e não se repetirá, e que os caminhos se dividiram em algum lugar de um passado recente e o que havia em comum ficou na bifurcação do mesmo.

Infelizmente, a realidade nua e crua do momento é invisível aos olhos quando ele já foi vivido em uma época melhor, onde tudo não passava de uma felicidade sem explicação.

As vezes o melhor a se fazer é deixar de lado, não importa o quanto isso machuque e doa, o fato é só um acabou o encanto.

Mas espere um pouco, não é só por que um caminho se dividiu agora que ele não voltará a se unir logo a frente, afinal, o tempo não deixará de ser misterioso e o que nos resta é... Acordar... E esperar que um dia tudo se pareça como antes ...

... Sem que perca o sentido e o foco do presente.

Espero que esse ultimo parágrafo não seja uma falha da minha mente...

Abraço pros Piás, Beijo para as Gurias! :D

E já passaram por aqui...